2010-11-08

somatória dos dedos

Perguntei-me ? Enlouqueceste !

Castellari, Oswaldo


os goles de chá em assimilar, aprofunda o escrevinhado planejamento de um plano. soprado no ouvido o que da foz instalação de livro às traças, nos traços de cada temática. nas múltiplas garfadas, o âmago no profundo de casa fria, reprimiu-se. as palavras como bafo de verão, que se fadigara neurônios e capa de dureza se fez habitação. como levares a declínio ? - de linhas para dentro de dentro, o natural jamais percorrera o outro lado da moeda. - a presença frágil do rio sem peixes ? do globo íntimo, escondeu-se o sempre das missivas e, em prosas de conquistas, o vento no tímpano das grutas com citação aos encontros e desencontros. a feição rebuscada em pele as folhagens secas, teorias e fatos açucarados, condução à descrença que se perdia tudo no sutil. o livrar da teia problemática, com atos irriquietos mancharam o lençol de neve. com permisso acentuação da poeira em escrita invasiva, descartara notas de cume. o geral objetivado e costurado em pressupostos de reflexão radical, aos específicos partilharam de partituras estratégicas para avanços significativos, contudo com a fatalidade do medo, a corda arrebentara. passos labirinteados com dizer de nome, observados pela leitura, anotavam-se os olhos e a parada gradativa de luz. a chave por nulo atalhos em sinais de fome, suplicara desatar do nó cego. introdução de retorno casamento, novo oceano mais extenso e profundo ?


. canteiro pessoal

8 comentários:

Isabelle. disse...

Que profundo isso...
Fico sem palavras!

André Silva., disse...

..Encontrar uma proteção, ou apenas alcançar o sonhar, a liberdade de espírito. Fugir do oprimido, recorrer a outras formas de vivência...Observar tudo além do que dizer alguns ser infinito.

abraços, belo post!

Pri C. Figueira disse...

Saudade dos seus escritos!
É tão bom lê-los...
Doce aroma.

Um beijo

Suzana Martins disse...

Intenso!

Beijos.

Gosto demais de te ler!

Pablo Rocha disse...

Leitura prazerosa demais. tens um talento refinado. Adorei.

Beijos!

M@rcus Henrick disse...

Sensacional... bateu saudades !!

que linda esta escrita

Abraços

Jorge Pimenta disse...

oh, as palavras, sempre elas, solfejo rouco de coroas que despedem os cadáveres, na hora do derradeiro adeus. e nesse jardim, a que chamamos de poesia, homicídios, deicídios, floricídios fazem estourar de gula o nó mais apertado sobre os pulsos que apenas desejam sangrar...
um beijinho, com saudades de te ler!

Canteiro Pessoal disse...

Jorge, ler-te ativa-me no renovável; buscas, aprendizado inigualável. Faz-me inclinar e admirar-te, pois as palavras saídas do teu campo, gritam cores diferentes.

Abraços