2010-11-13

tempos imemoriais

os caracteres não têm caráter
- a vida não é um monte de dados;
o corpo precisa de estimulezas
mais que de informatações.
o meio só é o fim se houver infinitos;
o mistério ainda é mais lírico que as descobertas.


Gustavo, Zeh


do pensar findo, sem a asa e o vento
notas em variáveis e variedades sonoricas titubeiam
e não alcançam o acervo de visão,
impele-se a impregnação as camadas de invisibilidade
sentido o rosto com pudor insorrido
do que não olhas levemente: adeus silente
proveniente canetar atitudinal focado na permissa
com que acena nulo encontro da raiz
do choque, pintinhos ficam presos
sem realizar do feito íntimo
morte fato corrente,
como amontoados de mortos vivos:
bocas sem doçura
[passividade !]
diante faces explícitas,
discursos e procedimentos sistemáticos
registram o há da incompletude nos atos máximos
e as claras se observa que a tinta em voz
vida se não é, não compreende o que diz
acertivo e utilização da desrevelação

. canteiro pessoal

4 comentários:

Suzana Martins disse...

"vida se não é, não compreende o que diz"

Às vezes somos um bando de poetas incompreendidos...

Beijos

Canteiro Pessoal disse...

Suzana, como diz Blanca:

"Por favor, sempre tenha presente
que esta flor nunca morreu,
que volta melhor a cada dia,
e que sai em busca, se soma".

Abraços pétalas.

T@CITO/XANADU disse...

Continuas a olhar, toda incredulidde,
O ambiente fantasmal que a angústia do poeta tece?
- Tu não sabes, talvez, que esta emotividade é o agridoce olor de um sonho que floresce...

Beijos
Tácito

Canteiro Pessoal disse...

Tácito, nas ruas se ouve o encontro e as perdas, o corpo do tão bem atrelado nas estações; elemento próprio na foz da fratura do tempo e, pela varanda soprante o vento da chuva, folhas e reflexos, de olhos fechados andar, onde o abraço possa procurar, e a figura viva não desfaleça.

Abraços