2010-11-29

unguento

Abro-te a porta do poema; e tu espreitas para dentro da estrofe, onde um espelho te espera.

Júdice, Nuno




A sensibildade das notas inebriantes de velas expostas que discorrem de forma abrilhantada à beira mar. Do sol sem cegar do cheirar bem, a retratar oceano em escritar missivas pelo canto do vento embriagante com chamas e torna-se admirável os olhos feitos nos cipestres. Com adentrar a recâmara das gotículas sentidas para capturação a recapitulação e repaginação das imagens fronte a formosura do lírio dos vales que penetram fortemente as camadas do leito viçoso. E se conduz às voltas no que se diz na arte sublime donde no núncio para o íntimo, se letrado ações e reações de profundidade, faz-se a voz da rola ser ouvida na terra. Da aprendizem de que sexo-amor como cortinas, abre-se: chuva nulo cessar e se adentra nas partículas. O dormir juntos palavras em suspiro dos gemidos que quer dizer e diz patamares elevados, ante o cume que contempla faces aprazíveis de vestimentas sob a pele em marcas do casamento. Com telar seres e, partilhas de um mesmo momento e habitat dentro da estrofe. Do atrelamento no quarto que se renasce como nascente; navega-se nas etapas do amor e absorve uma colheita em que borracha não apaga, tatua-se em sangue: vivacidade !

Canteiro Pessoal

4 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Se o amor fosse algo certinho, nada faltasse ou sobrasse, não teria graça.

BeijooO*

Canteiro Pessoal disse...

Valéria, verdade! O amor é dotado de fases, das estações do ano; etapas precisas e regar diário de entregas-renúncias. A falta faz com que se adentre nas sobras, das sobras as faltas pelo caminho vivo de que a graça está no recriar, ser íntimo em todas as partes.

Abraços

Suzana Martins disse...

Gosto das fases de amar, das fases do amor...

O amor e todas as suas formas de sentir...

Beijos querida!!^^

Canteiro Pessoal disse...

Suzana, apreciação ao gostar das fases de amar e do amor traz uma bagagem viva, e as velas sempre acesas por iluminar o leito.

Que se viva nesta arte de adentrar no universo banhado de recôndito faceado numa ação e reação em que se abre o portão do jardim, e absorva no mútuo, dois em um as marcas das ferramentas clássicas de olhar posto em tatuar tão íntimo, conhecedores dos campos.

Abraços