2010-12-10

O ouvir dos grilos

Nunca fui surpreendido tão docemente antes dessa hora com tão súbito amor, roubou-me o coração completamente.

Sparcks, Nicholas

As páginas costuradas no agito das madeixas com o sopro do vento; de vôo livre adentrado do indizível, o que se levanta o selo pela correspondência da vida - inundação intensa. Na influência tão forte de luz emanado do alpendre silencioso. Pelos sons que flutuam, e se amplexa uma árvore, acariciando os ramos. E se oscula sem uma palavra, senta-se ao lado da cama, pegando nas mãos e do perto oferta o presente café matinal. O poema exprimindo expressão de construção à luz da vela no quarto com partilhas infindas. Na direção o agachar diante uma flor; degustação dos frutos e desejado penetrar as entranhas do que se vesti a casa, como um jorro de vivacidade. Da pele macia proferindo recitais inaudíveis, que se faz oração do amor tocante em olhares. Os pombos bebês elogiando pétalas, ao mesmo tempo os espinhos, vivendo a vida pela lua que devolve a visão, grande e cheia, suavemente o fio da respiração, como um compositor a descobrir pela primeira vez as obras de Mozart.

. canteiro pessoal

4 comentários:

Suziley disse...

Que lindo texto, Priscila. Tocou o meu coração. Boa noite, beijos :)

Canteiro Pessoal disse...

Suziley, obrigada!

Abraços querida

Suzana Martins disse...

A pele proferindo recitais, o olhar embalando a canção... O beijo, o toque, o amor, o sentimento, deliciosas composições que revelam os sentidos...

Beijos

Canteiro Pessoal disse...

Suzana, assino em sangue.

Abraços