2011-01-17

da cidade: violão!

E cuja fala, como o vento à flor.

Moraes, Vinícius de



Além da música e do barulho lavando a visão pra ver, derramar-se à chuva. Acima do muro alto palatear janeiro dos olhos, achado sem palavras no ouvir o que se diz para estar em paz e saber. Da janela embaçada, algo maior que o conflito saltar às margens e, de si nas cheias nada precisas o esfumaçado por prenúncio desfolhado para a jornada - o sol no final. Ante o traçado do sopro avalassador como lua prateada em primeira pessoa e de ombros postos, que na garganta liberta pelo concerto se concentrar nas notas sem voz figurada e do castelo da alma que conflui nas rugas comunicáveis do sistema, que largado o pensar só para pintura da pérola; metamorfose em foro íntimo.

. canteiro pessoal

4 comentários:

glória disse...

De volta aqui, encontro um corpo tangenciando o infinito. Derramar-se não é para qualquer poeta. È preciso tecer versos "Ante o traçado do sopro avalassador em primeira pessoa..."

bjs

Suzana Martins disse...

O sopro que ultrapassa a minha janela e traz as suas letras em forma de cores, abraços e sorrisos.
Palavras que mesclam entre o barulho do teclado e o silêncio das letras...

Que felicidade é poder te ler!!

P.s.: Obrigada pela visita no Menina de Asas. É um cantinho que vez ou outra crio "asas" e (re-in) vento palavras... rs...

Beijos

Canteiro Pessoal disse...

Glória, que alegria receber-te novamente no jardim, seus pousos outroras, agora são ativados na memória que vem à tona, onde me lembra um sentir.

Abraços

Canteiro Pessoal disse...

Suzana, Menina de Asas, como um banquete.

Abraços