2011-01-22

de redes e de anseios

O insorriso primário defronte reluzir ininteligível onde se entra as mãos cheias de água. Um quarto sentido como de existência, asas com os olhos, mas com a matéria, o que cabível em vela ? Os trechos no divã desmanchados, tal respirável do dizer agora ser reditas - exposto do avesso que se ignora. A máscara de escanfandrista com aquecer inteiro dos inundos salgados olhos ? O saborear do suor; pior do melhor provar das lágrimas, que se avança sobre o mar pelo meio. Das existências não humanas, espécie de avião a parte da vida que, escutar o telefone as paredes uma emoção. A esperança apresentável com encontro de mistérios ao comprimido da coragem. A relação do cheiro a vastidão do oceano, que desperta de adormecidos sonos.

Canteiro Pessoal


Só se vê bem, se pusermos o coração no olhar, para que o essencial não se torne invisível aos olhos.

Exupéry

5 comentários:

Pâmela Grassi disse...

Pri,

Adorei "A esperança apresentável com encontro de mistérios ao comprimido da coragem". Acho que a nossa quarta dimensão é a esperança, aquilo que queremos alcançar num horizonte próximo.

Ao vento que te leva, um abraço! Adoro tua poesia!

A.S. disse...

Nos olhos se vê todo o universo de emoções... até o mais débil pulsar do coração!


Beijos!
AL

Jorge Pimenta disse...

a água. diante de si, toda a brevidade esconjura a expedição humana onde a tese individual enrijece o desígnio colectivo, que petrifica, cai e se quebra, na contratese que nem a mais poética das antíteses poderia augurar.
a água. diante de si, todo o imaginário se desenha com traços líquidos, sejam saliva, suor, sémen ou lágrimas.
a água. alimentando o ciúme da terra.
o elo apaziguador? a poesia.
beijos infinitos!

Suzana Martins disse...

Provo as minhas lágrimas que absorve o suor no meio do meu mar...

Ah.. as suas belas palavras que a minha derme absorve!!

Beijos linda!!^^

Excelente domingo

Camila Lima disse...

Belas palavras, bela reflexão!