2011-01-30

Foro Íntimo


Eu não tenho o poder. Tenho a prece.

Lispector, Clarice


A tinta sabor deste café, isto já dentro do sentido: estás-se abrir as páginas. O que se quer molhado e não se retrai – a própria nota da estrofe. O cheiro do telefone a tocar, e voz dos olhos que rascunha isca. A presença do hálito vinculado com taças à mesa. De delícias aprofundadas, jardim de borboletas o regar sob pele.


Canteiro Pessoal

4 comentários:

Camila Lima disse...

Olá poetisa! Bonito pensamento! Abraço!

Suzana Martins disse...

Rega a pele, asas de borboletas, que tens o aroma de páginas molhadas e escritas com o sabor de um café literário!

Ah... como amo as suas palavras!!!

Beijos

Mila Lopes disse...

Lindo como os sentidos falam em teu texto...perfeito.
Bjs

Mila

Desbúruru disse...

Te vejo sentada em algum canto da mesa. A xicara de café com a fumaça declarando ainda ele estar quente. Um bloco de anotações a sua frente, sendo compulsado, para ser encontrado um espaço em branco, para sorver as letras que já transbordam em sua mente. Alguém ansioso e inconsientemente desinformado daquele momento sublime, tenta de alguma forma retirá-la de seu deleite literário para falar sobre coisas corriqueiras. De qualquer sorte a noite foi glamourosa, pois deu-nos a oportunidade de ter acesso a mais esse momento de delírio cultural. Agradeço por essa rica oportunidade.