2011-01-08

Sede


Os ventos em soprados indizíveis infiltram-se nos poros, e no porão os orifícios abstratos com canção de ninar, os laços com a força lírica na calada da noite levantam o concreto que se debruça sob a pele com re-canto aos quatro cantos do mundo e, as terras em gritos de quebrar corações, faz-se ouvir a melodia linda ante a bagunça existencial. O violão cielo soltando notas milenares e golfinhos bailarinos que adubam a visão e criam através das ondas entre marés livro maduro. Dos que se embebedam com o doce sereno da madrugada e lágrimas no silêncio quando as palavras não vêm, lançam confetes que descortinam as máscaras desfilantes nos salões. Ao lírio borrifa visão presente que se restaura o oásis e na loucura absorvida dos traços no mar íntimo polvilhante do ar aprofundado as camadas que rejubilam, grita-se a escrita do espelho da alma na pesca dos detalhes, e se aponta o lápis de cor sem ter fim como reflexão familiar; dias surgidos das cinzas e de gama gotiladas versadas fronte as asas teimosas às voltas, com mapa labial à porta ante a ação fisiológica da batida dos tambores.


Canteiro Pessoal


Sinta pequeno quando você parar do lado do oceano, quando uma porta fechar, espere que mais uma se abra, prometa que dará ao destino uma chance de lutar e quando tiver que escolher entre sentar ou dançar.

DANCE

Womack, Lee Ann

4 comentários:

Suzana Martins disse...

Ventos que deliciosamente tocam a alma e cantam as suas palavras pra mim!!

Beijos linda!!^^

Boa noite...

Paulo disse...

Sede de água e de silêncios e de pensamentos e de combinações metafóricas que se complementam no ar em busca de horizontes infinitos.
Sede de palavras e versos impregnados no corpo e na alma.

Belo texto Pri
Beijo

André Silva., disse...

Enquanto assim vão-se os ventos, novos dizeres transparcem diante daqueles que absorvem e observam o que foi por alí. Analisam as somas dos que anunciam a chegada do que está por aqui, daqui.
a tristeza e da felicidade ninguém sabe, mas da certeza dos opostos, da contradição das coisas, existe o conhecimento parcial de todos.
Escapar não é esconder a dúvida, mas sim, fugir do existencial real.

Priscila, tu encanta cada dia, a cada dia mais.

Minha vinda diária aqui, faz-me muito bem!

Beijos e abraços!

André da Silva

Canteiro Pessoal disse...

Suzana, que lindo! Meus olhos estão marejados perante o que exprimisse, é uma honra para essa mera mortal que caça diariamente alimento para sua subsistência e ao jogar as redes para encontro e [re] da metamorfose mental viva e resplandescente.

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Paulo, minha fome e sede indomáveis, direciona-me ao par de olhos que me complementa fronte o ar da busca plena, o horizonte tatuado na pele e olhar de cume.

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André, que sopa maravilhosa me ofertastes. Absorvo e me re-pinto nas vossas notas.


Abraços preciosos