2011-02-14

as cerejeiras


Nas profundezas embrenha-se a museologia, que de escafandrista as asas sobrepõe ondas. O esconderijo labirinteado por do sol do chamado. O desmediocrizar, e em nascente o desejo inlacônico de voejo se faz pincel. Verde construído amenidade; compromissado mar e céu, que de atuante papel por relembrar simples tom azulado a colar solado.

Canteiro Pessoal


Prefiro os mais silenciosos, os que abrem a boca de menos, os mais serenos e mais perigosos. Aqueles que ninguém define e que sempre analisam os fatos por um novo enfoque. Prefiro os que têm estoque aos que deixam tudo à mostra na vitrine.


Medeiros, Martha

6 comentários:

Valéria Sorohan disse...

A natureza cuida dos excessos.

BeijooO*

Paulo disse...

Imiscuir-me nas paredes que cercam os troncos, altos troncos marrons, e sentir toda aura que circunda as cabeças que rolam em meio a vastidão, para mim é um privilégio.

Beijo, Pri

Jorge Pimenta disse...

priscila,
arrepiante o teu depoimento que encerra com chave d'ouro: "Repenso nos meus dias: O óleo jamais faltar e o fogo jamais apagar, com isso, preciso cuidar, regar intenso e olhar de detalhes."
nesta reafirmação da fragilidade humana e da sua superação por via de gestos que se esgotam na sua própria [aparente] insignificância, anunciemo-nos homens (com as respectivas fragilidades, insuficiências e incoerências), mas reafirmemo-nos como muito mais do que isso: projectos de humanidade. e é aqui, entre o que nos limita e o que nos engrandece, que encontramos a babilónia existencial, sem torres, linguagem ou serpentes malígnas: o amor. essa peça arquetipal onde assentam os músculos e os demais tecidos que nos cosem. no dizer de cesariny, o amor, aquilo que "nos resta do sagrado".
um abraço!

Jorge Pimenta disse...

talvez sejamos tão homens quanto escafandristas. é que nunca o azul se sobrepôs e subpôs tão bem diante dos nossos pés.
um beijo em mergulho!

Suzana Martins disse...

Mar e céu, atuante em cores refletem as suas palavras num silêncio de mim...

Beijos linda

Desbúruru disse...

Enquanto estamos no útero materno,
rechaçamos a necessidade do escafandro, da mascara de oxigênio com o tubo, do snorquel, simplesmente respiramos o líquido vital que alí nos envolve.

Saímos de lá, abrimos nossas bocas e passamos a chorar, pois inconscientemente todos nós nos punimos, pois deixamos de ser peixes, de respirar e sobreviver dentro da água. Placenta vital.

A água nos é primordial, por demais.

Mas desde o início de nossas vidas, já nos damos o direito de nos matarmos, mesmo que inconscientemente como já dito.

Assim teremos sempre que nos adaptar, a tudo e a todos a qualquer custo.

Mesmo que isso deixe de ser vital.