2011-03-09

abertura do mar

No café da manhã versos livres -
sonetos do adentro.
Língua que apaga o cinza.
A brisa leve com desenhos.
Na cor do sol a quem chamar.
Docilidade nos sonhos em cada tom;
copular as portas ternas de amor.

Estrelas na dose intensa.
E sobre a terra
despertar a xícara das rimas no cume,
cuja direção de pele fortalece a base.
O porão da alma
consoante das horas.
Canção do canto a casa:
coração da história transparente.
As cores de dentro salvas
com aromas maduros de suaves outonos.

Canteiro Pessoal





Ergui os olhos para o ver,
e foi então que o sol banhou
pela primeira vez
o meu rosto despido.

Gibrain, Khalil



[Correia, Natalia]

6 comentários:

Secreta disse...

Um poema que me transmitiu reconforto.
Beijito.

Aquarela disse...

Obrigada pela visita no meu blog. gostei muito das palavras que lá deixou e que encontrei aqui no seu blog.

Muitos parabéns!
voltarei!
abraço

Canteiro Pessoal disse...

Aquarela, como disse: Pode-se absorver em detalhes a tela colorida junto à face da aquarela da vida.

Abraços

Paulo disse...

As cores amadurecem aromas e o coração palmita de emoção. As companhias saudáveis de um despertar inusitado demonstram a grandeza da alma.


Beijo, Pri.

André Silva., disse...

O aroma que do coração se sente
O sentimento que do copo bebemos.
Sentimos, sonhamos e ainda sim, seguimos livres para apreciar o doce saber do que é saber.

Fazia tempos que por aqui não passava e ainda sim, fico surpreendido cada vez mais, com estas postagens tuas.

Abraços

André da Silva

Suzana Martins disse...

No café todos os versos espalhados em cores trazendo suaves outonos para minh'alma.

Nas suas palavras, versos arrumados em asas prestes a levantar vôo no horizonte!!

Beijos linda