2011-03-13

inquietude

Camadas inflamadas perpassam temores e cavernas; o som do buraco: ser ou não ser ? Por linhas intensas, eis o habitat esfumaçado e do sopro um grito latente ouve-se. Esforço defronte o peso das pedras genéticas. O espaço permissivo com rimar difícil. Além do começo, secretas e potentes lágrimas dançam solitárias. Páginas sem inspiração. Notas perdidas no caminho da voz. Febre alta de ausência, perdura-se. A persistente memória do muro teimante. Das falácias, gelo e vendavais do coração em lanças; apertado tempo à navegação. Pra quê abrir cortinas ? De dentro e externa - una, palavras sem chegadas. À beira do abismo urgências, mar morto e já inexistente fragrância peculiar; sílabas sobre ruídos - ossada pálida.

Canteiro Pessoal



E esta pedra e este grito são a história daquilo que eu sou.

[Guinot, Maria]

10 comentários:

Mila Lopes disse...

Teu canteiro é tão gostoso, aprendo muito por aqui...

Bjsss


Mila

Tiago disse...

Porque nós também somos aquilo que perdemos.

Lindo texto,
T.

Secreta disse...

História que não se apaga.

Paulo disse...

Agachado num canto a caverna escura parece-me enorme. Os olhos acustumados sofrem no clarão. Uns vão, outro ficarão

Valéria Sorohan disse...

Tá lindo. Essa dúvida teatral ser ou não - importância nenhuma tem!

T@CITO/XANADU disse...

Seria o caso, de lançar-me ao abismo como um KAMI-KAZE do meu próprio destino?

Bjs
Tácito

Suzana Martins disse...

histórias que se perdem dentro de histórias e dos versos de um canteiro onde encontro palavras aconchegantes!!

Beijos doce Pri

Tatiana Kielberman disse...

O que se é a não ser o que se constrói?

Lindo!

Beijos, querida!

morangosafogados disse...

Muito bom... história daquilo que sou...

Liza Leal disse...

Teu canteiro é colírio puro...natural!
=)
bjbj