2011-04-04

luz do reflexo

amor no precisar da pele só para escutar o silêncio floral da absorção do olhar, o céu de maio insubstituível retrato da nudez. do fundo do profundo a força da raiz das madeixas com prolongado encher do leito ante vinhal traços à capa; paz textual de sentidos na transparência do vento. a carpintaria das palavras que tornam o prenúncio em carícias pelas bordas perante os glóbulos a que folhagem se curva de substância única por regresso da chuva no solo. da pele os enredos da companhia tão desejável em porto o nome é nobre - dedica-se olhares intransferíveis. de pétalas em pousos na fonte da oliveira o saborear música com embalo de gosto manifesto entrelinhado registro pessoal.


canteiro pessoal


... doce eu buscar nos meus lábios,

a palavra que te encontre.

forjando a linha dos braços, dos laços, do tempo –

um toque, retoque.


[vetter]


3 comentários:

Suzana Martins disse...

Do amor, as palavras únicas que não substituem os sentimentos, como folhas de outono que se renovam a cada estação. Do desejo, palavras escritas nas entrelinhas transparentes dos versos. E o vento espalha, com a chuva, o registro deixado na areia da praia.

Estava sentindo sua falta!!!

Beijos saudosos...

O Espelho de Eva disse...

Realmente o amor um emaranhado de tudo! Beijos.

Paulo disse...

Reflexos que envolvem e levam a dimensões insabidas, mas que demonstram sentimentos em palavras que já não só se bastam.
Manifestar-se externando explicitamente excita.
Ações transparentes, na beira o mingau é mais frio.

Beijo, Pri