2011-04-30

O som da chuva Movido a Vapor?

O néctar de quem ressurge ao som nu escrito no abrir da janela, e tudo está preparado no átomo declamado ao vigor da orquestra; contato das mãos na terra impregnada de puro hálito. A força onde não se esconde literonear do sustenido com a fonte das palavras no berço além dos mares e das montanhas. O trilho do engenho de dentro, que de sopro faz o espelho as solidões desconhecidas se abrirem. As nuvens outrora claras e leves, agora escuras e pesadas, um retiro no perfume espaço e temporal da criação. Os primeiros pingos que caem, e correm no campo. E há mais do eterno aprendiz no ninguém vagando linhas paralelepípedos, a não ser o egocêntrico que conduz pele na secura. Mas, as partes no todo que quer sentir de perto, e conhecer a chuva no íntimo que observa o processo da metamorfose. No sentir alma esvaziar, e perpetuar sementes do sentir leve, com o desejo ardente de voar. Parecer não, transparecer que se está drogado, hipnotizado pelo som da chuva no telhado dos dias. Nada externo prevalecer, ver e saborear o que há somente interior e as gotas. A chuva em gotículas nada passageiros, que deixam apenas as madeixas molhadas, mas o corpo, alma e espírito encharcado das bem-aventuranças.

Canteiro Pessoal

3 comentários:

Paulo disse...

A chuva tem os seus encantos e ela dá-nos inspiração e nos leva a a metamorfoses necessárias.
Belo escrito Pri.

Suzana Martins disse...

A chuva em gotículas de palavras embriaga o meu sentir no mais íntimo dos versos numa metamoforse de desejos ardentes. O voar dos versos perpetuam as sementes de saudades....

Ah Pri, vc me encanta!!

Beijos linda e ótimo domingo

Lis disse...

Reconfortante e voce fez o desenho mais perfeito desse momento, o banhar dos órgãos.
Bonito fim de tarde.

abraço