2011-04-23

sob o traço

Natureza que se veste ávida,
transpassa o sacrifício uivante,
e da primazia da desestrutura
a dramaturgia entre grilhões à liberdade.
Sonha, e no útero o espaço além
inspira dias e suspiros à luz da lua,
ao porte que se desmancha.




A alma na pequenitude de uma caligrafia nua, muda e fechada com silêncios solitários no quarto conhecedor, e em graves desconcertos, que de rasgos banzados, o sentido da visão fala muito mais que se vê comum. O cárcere deleita-se na somatória dos dias longos; circunstâncias das partilhas às dores azuladas sobre a pele labirinteada. Nas armas impressões, a posse que agarra a orla da vivacidade, arrancando órgãos, o que se anda presa e cheiros ficam à permanência. E da estranheza o céu como folha; sensível ao corpo, com entranhas no ritmo descompassado à sombra da construção. Por lágrimas com configurações de una pintura, entre as grades na porta do mistério e de paz; madeixas à cor. Das ânsias em vontades de uma data milenar – futuro insofrer, soluçando no carrossel da percepção. Tão sólida personificação, tela que engloba ondas, que esculpir cala arbustos, e do calabouço a fragilidade observa intensidades no meio da brisa fria. A escrita pra riqueza das sensações, e dos mares a saudade internalizada à borda da pauta. Dos mares, versos do vento; as estrelas das tardes com o vestido nutrido e faz o descrever vívido pelas nuvens à face da parede. O alimentar na forma serena dos membros à procura.

Canteiro Pessoal

9 comentários:

inês disse...

é bem verdade!

Paulo disse...

Mapas estudados por olhos interessados mostram caminhos a seguir por homens que da sua insignificância saltam. Bibliotecas encarceiradas ou a céu aberto armazenam livros para que todos leiam.Não há relógio sobre a lareira, mas chega uma hora que a hora chega.

Belo texto, Pri, desnuda a figura que o ilustra.

T e l m a * disse...

Muito, muito obrigada !

Suzana Martins disse...

Sob o traço de palavras silencio em lágrimas, e ainda temo em dizer qualquer coisa, pois as tarde estreladas revestiram a pauta dos ventos...

Lindo, lindo demais...

Beijos Pri!!

Linda Páscoa

Valéria Sorohan disse...

Quando a estética das palavras se junta a sensibilidade e o talento, o resultado só pode ser... POESIA! Excelente.

BeijooO*

Canteiro Pessoal disse...

Nas muitas águas consciente do quanto se é comum, apenas gritar por não ser uma vitrine de coisas naturais, mas perpetuar a vida como uma amostra grátis de milagres.

Parafraseando: Freire, Anderson

A. Reiffer disse...

Gostei, escrito profundo, expressivo, inteligente. Abraços!

Patrícia Vicensotti disse...

Bom diaaaaa!
Que prazer tua visita no meu cantinho.

Adorei teu espaço!

Beijoss!
Feliz Páscoa :)

Canteiro Pessoal disse...

Patrícia, o prazer também é todo meu, uma formosura primaveril, portanto, volte sempre, sinta-se à vontade.

Abraço