2011-05-16

difícil, mas não impossível!



A palavra prometer tão forte com néctar de quem escuta o copo viciante, também, no título que fisga – ópera ? E direciona a constante guerra interna, que de absorto visualiza resquícios do que não há perpetuação da promessa, por um simples desvio de olhar às banalidades, que por sinal, a famosa bebida - água da ilusão - miragens ? Sim ! Da margarida desfeita, que rasgam os órgãos e trazem pensamentos sem asas; a bala da permissão - não ser humilde em dizer que há cegueira no trono terrestre. O reconhecer-se que é primordial, mas duro adentrar a este olhar, afinal no folhear das páginas se constata músculos com estado podre e essencial inexistente. Atual, não apreciação dos deuses, mas a permanência de um apenas, com regência do olhar, para que se possa vivenciar experiência única e precisa para agir com humanidade e dignamente ao próximo. A cabeça que se submete linhas conteudistas dia a dia, com vestimenta na lama a pensar perda da razão no deserto, o coração como o de Davi, por entendimento do que é corpo aquecido, e no individual qual corpo aquece ? - relações. E dos pés à busca, face a face tempestade nos ossos o deleitar imaginação das rosas brancas, do céu com lábios recriar o campo das bem-aventuranças. Pela chuva que encharca, mesmo que em dissabor, banhar-se, e à compreensão dos fatos, as quais através do adiante os sonhos se fazem reais - plantação árdua, e gotas de sangue que regam em detalhes as sementes. De dentro para fora, o cálice anunciante que o interno anda gelado - o amor que se exprime no emocional, está às traças, e coisas racionais faz com que titãs amanheçam os flagelos; perpetuação da seta em sombras e sussurros arrepiantes no cangote rente à floresta densa, o aborto em pauta. Os cactos que dão flores de cores vivas, ao mar que diz raízes, o porquê dedilhar somente o que reduz espinhos, com zunidos que retratam a alma uma planta sem água ? - só é sabido que grita neurônios sede de encontro. Não ! De reencontro, o caminho da dupla honra, sem a luz entorpecida.

Canteiro Pessoal

5 comentários:

Paulo disse...

é dificil mas não impossível, olhar e ver, tocar e sentir, sentir e sentir.
E quando a racionalidade relata fatos mas, as entrelinhas denotam emoções sinto que o dever está cumprido.
Frutos aparecem quando as sementes germinam e a árvore cresce.

Abraço, Pri

Jorge Pimenta disse...

querida priscila,
nenhum inverno é mais gelado do que aquele que morde as tempestades pelo lado de dentro. e o pólo norte deixa de ser apenas um topónimo, escondido nos atlas dos amantes ou nas bússolas dos exploradores. é um cenário real, tundra de aço branco, estepe de vidro fosco onde todos os sonhos são apenas retratos polaroid de desilusões. e os caminhos desencontram-se dos pés; e os pés esquecem a marcha; e a marcha é o exército de rosto macilento rumando em direcção ao muro, anunciando a bala redentora. bem ali, do lado esquerdo do peito.
a pólvora? talvez o derradeiro raio de calor a anunciar.
um beijinho e felicidades para esta nova etapa da tua vida académica.

Cris de Souza disse...

admiro-te! és das grandes, suas aparições deixam-me maravilhada.

obrigada, grande cáliga!

beijos.

Suzana Martins disse...

Pri, vc me deixa tão sem palavras que falta-me o ar para responder qualquer letra derramada aqui!!

Beijos

francys disse...

É muito dificil um corpo aquecer individualmente.
bjs