2011-05-21

do primeiro fio de cabelo a casa

imagem: Gleice Bueno


De olhos à fala percebo julho ainda um contato vivo e uno, e isto traz conforto aos meus dias traduzidos recheados de arquivos para análise. E dos pensamentos como se pensam, debruço na queda livre, que me dita prostrar impactante e coração como o de Davi; do muito provar dias sem receio de se olhar na sintonia da chegada. O copo de água acompanha-me, pois a sede se instala, juntamente, com longos diálogos comigo mesmo, e por segundos minha vida recebe uma senha do céu e a taça de vinho. O caminho com novas pixações, que contribui os pés para seguir adiante para o alvo, e me direciona a área exclusiva de reencontros, donde meu jeito se transforma em livro: perguntas e respostas, também, a flechada do cobertor para abater o frio rigoroso. Da tatuagem em cada detalhe, momento em que a cortina cai, e a manhã com seu alarme dispara mais cedo do que queria, assim pensava. Mas, nas letras miúdas com sinalização, a plenitude da alegria toma-me por assalto, e ouço a paz tudo a mostra. Os meus olhos negros no balançar da saia rodada, num piscar à manifestação das palavras infinitas e do choro na casa, já perdem a razão no deserto. O que é vida intra-uterina, do calor à glória da gestação que brilha por apreciar a linha da vida regida pelo artista supremo arquiteto. O mudar-se nas mudanças com faísca que imprimi amadurecimento, mesmo se na noite terminada exista época em que tudo é cinza, e como luta em tal onda, me afogue nos bolsos vazios; ter grafado o convicta em pele, como o vento na fala perpetuada: quanto tempo mais se ficará neste caminho ? Neste, enfoque diário, rascunhar as páginas na borda do precipício que anuncia o acabar, e recriar a expectativa do personagem que inspira nas poucas linhas profundidade, e se absorve a ponte do amplexo. E das madeixas como pincel, voar na construção da chuva, o que se pode trilhar livremente, tanto no dia de janelas abertas, como na noite que polui o ambiente interno. A cada sentir, sendo morto ou vival, a luz das tarde no conjunto da dramaticidade que se vive ante a erva daninha, e capta as milhas declaradas em lágrimas benéficas. E dá ao sol a chave que desinflama as missivas penosas e sonetos racionalizados na calçada dos bairros destruídos, no que me faz recordar vibrante a brisa que vem do mar, e se almeja a coreografia que desalinha o saber que se objetiva no eu.

Canteiro Pessoal

6 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Talvez pela pontuação, não percebi totalmente onde querias chegar com este teu texto.
Sei que as vírgulas são (também) para respirar, mas, aparentemente, muitas estão fora do sítio...
Desculpa a sinceridade, mas o defeito até pode estar em mim...
Beijos, querida amiga.

Canteiro Pessoal disse...

Nilson, sem problemas a respeito da sinceridade, revi novamente o texto, mas não modifiquei a essência, o que me acometeu na hora da escrita - pensamento que me tomava, um comentário feito transformado em post. Mas percebi com clareza, até para a compreensão do outro, após a crítica construtiva, que deveria inserir [acrescentei novas vírgulas] e não retirei as que estavam no sítio, assim como, alguns pedaços transformados em frases. Tenho por prática meu caro, correr com o texto - às ideias, confesso que perco a respiração, pois aprecio a perca, e muitas vezes, sinto que as vírgulas pra mim são como freio.
De qualquer forma agradeço pela fala.

Abraço e paz

Canteiro Pessoal disse...

Nilson, no complemento:

Aprecio um texto, escrita densa, que algumas vezes, ou na maioria, cotado como sem nexo, e há nexo no tão entrelinhado, pois é neste ponto, que o cérebro sai fumaça, e tudo que está no óbvio já não funciona no viver corriqueiro. Afinal, o globo desde o primeiro fio de cabelo a casa, do dentro – em baú, com perfil intrapessoal, almeja a coreografia que desalinha o saber, o que se objetiva no pronto [cartilha] recheado, mas regido e jardinado de neologismo [linha surrealista].

Abraço

Nilson Barcelli disse...

Não sei escrever paredes com sombras árvores que tenho tendo no estômago as nuvens que passam chuva dentro de mim o guarda-chuva para me proteger de ti em queda chão que deu uvas não há vinho nas mãos que tens à mão na mente que mente sob o cabelo a tapar os olhos sem imagens a correr paradas num corpo aberto fechado com espelhos baços debaixo do braço na pele macia que beijo nas palavras sem texto percorro de olhos semicerrados procuro os teus seios a pensar boca pernas entradas saídas pássaros sem asas de penas quebradas coladas a ti depeno a imagem nua que vem a caminho sem nuvens no estômago à sombra encosto à parede o que escrevo.
Beijo.

Canteiro Pessoal disse...

Nilson, pelo contrário, não sucedeu zangar, uma porque seu exprimir foi condizente ao que capturo nas vossas letras, onde sigo a descrever teu perfil - na tentativa- ou quer dizer, consolido constamente a cada pouso em ambos campos. Apenas, desenhei na resposta a forma de atuação que utilizo às palavras que me perseguem, e por sentires diários- pensamentos que me rondam; o expelir da alma. É sugestivo o aprimoramente, apenas esbarro num detalhe, talvez pelo sufocar que a nossa língua nos proporciona através das formalidades - alinhado, com o sentimento de trilhar no mesmo que todos - produção em série . Creio que compreendas o que faço menção de alinhado. Portanto, ficou divino o que fizeste no trecho que acabas de enviar, tudo no conforme, mas conhecendo-me bem, na busca por conhecer-me por todos os ângulos, gera um separar do meu corpo, alma e espírito, pois aprecio o texto que foge dos padrões; o brincar com as letras, e faz a liberdade em pleno vigor. Apodero-me da vírgula que colocaste depois do 'como se pensam', o resto no como está - original. Explicando: A frase é surgida diante um pensar proveniente diálogos, parcerio de escrita na elaboração: 'Pensar pensamentos e descobrir como os pensamentos pensam, minha meta, levam', e o Davi: Rei Davi, afinal nas escrituras traz abordagem do quanto o criador amava Davi, em razão ao coração que posuía - quebrantado. Pois, a um coração espelhado ao de Davi, aprende-se o caminho do quebrantamento, e afasta o orgulho. Com isso, destruiria a minha construção, que digo de antemão, há muito significado e ao mesmo tempo, códigos, enigmas para decifração, que jogo primeiro pra mim, a minha alma no prato. Outrora, um ser disse, escrevinhou: 'Na boa Priscila Cáliga, o que quis dizer com esse amontoado de palavras sem nexo. Realmente, patético'. Talvez, possa pensar no momento, estar falando asneiras, mas meu olhar tem mudado a respeito do como construir texto e no como colocar pra fora o que há dentro, afinal, assim como enxergo a vida em complexidade, a escrita denoto complexa, e adentro na negação de ser alinhada, por colocar-me na caverna, algemada. O jardinar pra mim é belo quando há bagunça instalada, onde face ao que está desconforme - pormenores, a máscara vem abaixo, a cortina se desfaz, neste olhar solicita insvestigações, onde percebo, que todo escrito pode se deter somente numa palavra.
De qualquer forma, obrigada por seu olhar, adentrar, e prometo esforçar-me nas melhorias, sem fugir do que acredito, tenho em veia.

Abraços e paz

paulo disse...

Procurar o perdido. Agulhas em palheiros, encontráveis. Mapas tatuados em peles macias a mostrar as saídas do labirinto. Dançar ao sol enquanto há música mesmo que a coreografia rotule. Criar expectativas atingíveis no amadurecimento.

É o que sinto.

Abraço, Pri