2011-05-21

Grande medo?



Talvez ? Não ! Já chega de talvez, estar em cima do muro. Galgar a apropriação dos órgãos dos sentidos; gritar o retrato da nudez eólica. O regressar ao ponto em que os dias vestem de cansaço, para que as linhas sejam refeitas num patamar, onde as voltas - as curvas avisam perpetuação para buscas no dicionário dito forte e que rasga. Aguardar as notas, e resguardar-se no tempo, tal qual num basta o enluarado rege rentes as paredes da vida, e no mais abundante absorto da cerâmica de uma ânfora. Nas tentativas infindas até o ponto certo de uma massa, e abandonar sem dó e piedade a aldeia, que denota nebulosidade. Mas, resgatar, [re] pescar a casa que não cabe na mão, por acolher tanto sentir. Assim, na linha do ligar o carro e partir ao caminho esquecido, abortado, donde o pomar rejuvenesce e o mau tempo é um borro, que, significantemente, colhe dizeres maduros. Na lembrança dos cometas, a fragrância dos instrumentos musicais numa noite gelada, que fisga as palavras e não se apodrece a boca em esperar, afinal esperar forja o interno; dos silêncios o pecado toma outro rumo, e como desfecho a culpa se anuncia em revisão. Todos os neurônios, com suas sinapses inscritas no coral de postura à modificação. E as promessas sem serem queimadas, mesmo que, cutucadas no fogo ardente. A pele macia trepidante no ressecamento, apaziguar o que de recordação traz cheiro desagradável, a não permissão da poluição e mentira de titãs. Assim, sem revolver, mas buquê perfumal.

Canteiro Pessoal

8 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Muito interessante, transbordando de criatividade e beleza. Parabéns.

BeijooO*

Canteiro Pessoal disse...

Valéria, confesso que estou a confabular sobre a criatividade e beleza, e folheando as páginas para a resposta, constato, mas, em indagação: o que é cratividade e beleza? E no interessante, absorvo que me enquadro no aquém, pois a linha pescada, o que me persegue, encontra-se distante, pouco mostra mudança, e sim, ranhuras.

Abraços

Anônimo disse...

Fantástico! Adorei! visite meu blog:www.chegueiempasargada.com.br

Adriana Aleixo

Adriana Aleixo disse...

Ops! É www.chegueiempasargada.blogspot.com

Como faço para seguir seu blog?

Suzana Martins disse...

Priscila minha linda, suas palavras são buquês de flores que enfeitam a minha escrivanhia. São acordes que ficam pendurados em meus violões. Fragmentos que preenchem o silêncio num trovoar tempestuoso...

Fantástico!!

Beijos Linda..

P.s.: Não esqueci o fragmento, só estou brigando com o meu tempo. Te ligo ainda nessa semana.

Beijos

Canteiro Pessoal disse...

Su, ligue pra ti durante a semana, mas deu número inexistente. Esperarei sua ligação como muita alegria.

Abraços e bela semana!

Paulo disse...

Buscas insessantes de saídas enredadas em imbróglios latejantes que provocam pulsações. O pulso pulsa forte e demonstra pressa na conclusão. Sete dias, sete homens sete ideias e todoas tem solução.

Abraço, Pri.

Jorge Pimenta disse...

priscila,
deixei aqui uma nota-comentário. não sei para onde foi!!?...
intrigante e instigante a tua escrita. como as maiores, parece desnovelar-se a partir de pequenos nadas que crescem, ganham forma e acontecem imensos.
beijinho, querida!