2011-05-01

o banhar dos órgãos


Num fim de tarde o olhar outonal e tímido, por um retrato pessoal à constatação pela fresta da janela a pedra não ser bruta; núncio coracional de sol norteado – vivo, que nos sabores da habitação, a presença de um capítulo chuval de pétalas brancas descreve existência por tons simples. Os arquivos que se fazem desengavetados no agora, e da euforia mansa reedita o banho nas asas do clareamento ao som nu das dedilhadas, que único toque à pele ressequida desperta do sono; dose embriagante na transformação às formas e do encéfalo à luz das boas vindas. No silêncio reconfortante do deleitar-se às margaridas, a música dos dias – cansaço da gente externa e interna as muitas linhas declamadas, que mar diz raiz no processamento de vaso reconstituído. O calor mais bonito que não encabula os grãos de areia na brisa dos ventos uivantes, e aposento reconhece o sabor de mel.

Canteiro Pessoal

3 comentários:

Tatiana Kielberman disse...

Intensidades, verdades e sensações!

Lindo, Priscila!

Beijos!!

Suzana Martins disse...

Num calor outonal deixo a chuva se reerguer sobre as linhas tênues de tanto de querer. A cada estação um sabor colorido entre pétalas de chuva que cintilam sabores agridoces... Na beleza do sol, o entardecer preenche a beleza de um outono cheio de saudades, e da minha janela sigo observando o vento que acaricia o dia...

Como vc é encantadora, Pri!!!

Beijos doces.

paulo disse...

Conhecer e reconhecer contatos que alicerçados em palavras transformam o pensar e derrubam por terra velhos conceitos formados é peculiar a pessoas convictas e de bom coração.
Sabores sentidos devolvem sensações.

Abraço, Pri.