2011-05-22

o coração que aperta


A solidez do tempo que de sopro
ergui os olhos para constatação, jardina ?!
E do rosto despido o sol banha travesseiro.
O poço [re] fundo sacode as curvas -
do invisível indivisível se atina frutas.
Das costuras à surdina da noite,
fundição celeste do horizonte refaz
o perdido datado em razão das notas orgulhosas.
- Notas da retratação ?
Porventura, espelho das asas enfermas,
depressão faqueando a profusão das cores ?
Há leve e fraca nas cidades prostituídas pelo caos ?
Os fragmentos mudam as rotas, mas...
Retratos escorrem traços com faíscas mortíferas.
E dúvidas de fleches acavalam-se nas esquinas.
Vários sintomas de aluimento ninguém escapa,
debatem-se e fogo de controle faz vocábulo inteiro.
As aves avoadas dentro das tempestades pálidas,
percorrem o conjunto da obra e os corpos inflamados.
Neurônios, chocam-se em poluição mental cartilhada.

Canteiro Pessoal & Paulo Diesel

3 comentários:

Sandra disse...

Feliz em ter descoberto mais um cantinho tão bem cuidado!

A.S. disse...

Um poema cheio de enigmas... mas talvez construido sobre os escombros de algo que se desmoronou...


Beijos,
AL

Valéria Sorohan disse...

Belo, belo, belo! Recurso poético da melhor qualidade.

BeijooO*