2011-05-13

oceano às camadas


Eu te ósculo - Não !
Te [re]osculo na linha transmitida.
A minha língua se faz fértil.
O meu colo nu descobre os teus olhos subterrâneos
que de espelho rimante ultrapasso as vossas ondas.
No refazer da sua textura em mim,
as minhas conchas declamam solo encharcado.
E de notas particuladas,
os olhos alcançam o tão profundo pouso.
A formosura do versar renascido dos teus olhos,
desatam os nós em orquestra dita nas folhas outonais.
A calma, acerta-me tão forte
como o contato me faz caminhar.
Os meus lábios ficam aquecidos,
entre os sentidos e os sensíveis violinos.
Do dois em um, o cálice não fica vazio;
o silêncio repousa no acreditável das pétalas.
Com o líquido a minha essência enlace o uníssono,
fronte as fases da lua, aos seus braços aquecidos.
A minha garganta indica jardinagem única de cativo.
Na tua pele transparente o lugar de encontro:
[DEGUSTÁVEL PROFUNDIDADE !]
No contexto do vosso caminho que não arranha,
minguantemente enxergo o que sou,
para sempre achá-lo no cenário das muitas águas.

Canteiro Pessoal

4 comentários:

Suzana Martins disse...

em cada camada de gotas oceânicas, um punhado do sentir..

beijos linda

Nilson Barcelli disse...

A excelência habita nas tuas palavras, nos teus versos, nos teus poemas.
Parabéns pelo talento que revelas a cada poema.
A tua poesia é do melhor que já vi na blogosfera.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijos.

O Espelho de Eva disse...

Camada à camada se descortinará, e assim veremos através do que é e do que há.

« Katyuscia Carvalho » disse...

Sem tempo para percorrer blogs... :( mas deixando a admiração contínua, e desejando que inspiração sempre te brote, para que esse canteiro oferte a beleza das tuas mãos e do teu olhar o mundo, sempre.

Beijos, com carinho.