2011-06-24

frestas

Ao longe, há um olhar simples e a cunho perolar de iluminação, que faz o poema nas palavras nuas, canções entre as paredes e avenidas, o anúncio da libertação do cais – vícios. O gosto particular que repousa nas cantigas antigas, quando se chove, e re/tece ósculos no inverno. E, com lábios abertos na estação do metrô, o diário desenha o tempo na janela azul.




O sabor do som da descoberta,
Que encharca de amor nas reticências.
No preencher da lente focada,
Guarda-se estrelar, desfaz o nó.
E se recita nas tardes frutíferas,
As andorinhas nos clássicos da alquimia.
Na cadência dança-se e reluz
Linhas que se tocam refletidas nos oceanos.
A face do balé sobre as nuvens,
Que de algodão doce,
A fala do olhar, como dose única.
Tenua emoção entrelinhada luz de vela.
No ventre a lua assistida no que não se finda,
E compartilha o brilho da geografia: costura íntima !
A âncora da presença que des/ofusca,
Acende e, leva ao lugar que despe;
Revela e completa em dias tempestuáveis.
E que na chuva longa, molha suave o castelo.

Canteiro Pessoal

5 comentários:

paulo disse...

Perto ou longe do inusitado problema tem se soluções matemáticas que por ser ciência exata, é exata. Dias longos se multiplicam e sessenta já não são só sessenta os minutos da hora que se multiplicam aumentando ansiedades. Danças, tangos, músicas aos ouvidos, ando/rinhas que voam e se encontram. Estar ou ser como na gramática são verbos de ligação e ligam trilhas e estradas e espaços e corações.
Deixar chover e molhar e inundar fossos que circundam cidades ilhadas, por enquanto.

Perdão se me alonguei, Pri

Camilledistler;* disse...

ooi queriida, estou seguindo seu bloog, achei ele liindo, da uma olhando no meu camilledistler.blogspot.com e se quiser segue :* beeijos e bom findi *-*

Jorge Pimenta disse...

o cansaço inaugura a voz que se perdeu. foi um dia, recordo-o como polaroid de neblina, o da melancolia, o da insolvência da noite, o das reticências na gramática do amor.
quase tudo respira no fundo do horizonte, algures entre o pino do céu e o abismo do mar. ainda assim, como se faz longe o sargaço dos dias...
beijos, inspirada e inspiradora amiga!

Jorge Pimenta disse...

querida priscilla,
acabo de passar no teu novo blogue e de ler o primeiro post: o cérebro e os seus ditames! como a parte por explorar me soa a imensa e a parte explorada a tão insignificante... assusta-me o que se esconde por detrás desse monstro que se alimenta da lógica, do raciocínio e, a espaços, quando em crise identitária, das emoções :). procurei deixar um comentário, mas o blogger não mo permitiu.
felicito-te, desde aqui, por esta nova viagem que agora encetas.
um abraço!

Canteiro Pessoal disse...

Jorge, não abri para comentários, deixei apenas e.mail ao lado, com um dizer breve. Não que acha válido, mas por me denotar ainda inexperiente para respostas a respeito, então, limito-me no silêncio, ouvir renomados seres com conhecimento a cerca e embrenhar-me nas vastas leituras dos conhecedores/pesquisadores. Apenas, sei que estar neste prelúdio no SNC, muito proporciona um abrir de leque imensurável - pré-descobertas.

Abraços