2011-06-07

um copo de água, por favor?!

Dá-se conselho para essa carne podre, injusta e cruel, por abolição das ofertas - expressões sem troca: o manto do amor em versões renováveis. E no que presta atenção, em razão de fatos que chocam, sendo providencial, fechar os olhos tem sido uma estratégia, senão, fica nos ambientes com as máscaras. Mas, à reflexão que seja o não querer, pois a cegueira instala- se e, prolifera. Só que, de repente, período chave, novo cair no poço. E, laçado através de músicas, lugares, filmes, que se tornam constantes, triturantes, por dentro o grito trancado sai, e não há conter. Assim, desacostumado ser as notas de um rasgo – perdido ? Permitido ! Que traçar perto é falido, o longe faz o papel principal no acelerar dos passos. À busca que faz espelho e um reflexo das absorções doloridas, para o coração. E pelas manhãs a língua prenuncia o cuidar do canteirar, e que captura os presentes guardados no botão das gardênias. O nascer branco, renascer seria ?! A transmição das vestes na sincronia das primeiras horas que retiram do orgulho, andar coxo, escondido na escuridão, no eu egocêntrico e maltrapilho – mendigo. E faz com que o andarilhar nasça com pétalas, gotas amargas. Com a câmera fotográfica, que de céu ensolarado, núncio de luarado, percorre-se descartilhar - à procura das notas que tiram as pedras do coração, que aceita a condição de caverna; covardes debaixo das inseguranças. As quebras de paradigmas ! E, a saber, que começar conforme o próprio umbigo, as horas de desembrulho, leva casas desabarem, e esquece que o botão de rosa – outro pisoteia a si próprio. Com isso, no registro dos recados que tem como finalidade pomessar futuro certo, o transporte às peças de roupa no lado oposto, não obter o renovar do sistema. Mas, o inigualável coração humano, quebrantado, com o rejuvenescer predominante do desabrochar poemas. Pois, os olhos que perdem o foco, somente viverão aos olhos que se ouve. Na construção real das relações, e num balouço do vento que descabela a alma; o pó e barro em meio à tempestade e é lavado no rio de sangue que se estende. O que não há recriar de espaços, cada um a sua luz, mas no importar com o tamanho dos apertos diários; amplexos que faz da intimidade um respirar macio e de estações fundamentais.

Canteiro Pessoal



Há seis anos, sofri uma pane no deserto do Saara. Alguma coisa se quebrara no motor. E como não trazia comigo um mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil conserto. Era, para mim, questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oitos dias.
Na primeira noite adormeci sobre a areia, a quilômetros de qualquer terra habitada. Estava mais isolado que um náufrago num bote perdido no meio do oceano. Imaginem qual foi a minha surpresa quando, ao amanhecer, uma vozinha estranha me acordou. Dizia:
- Por favor... desenha-me um carneiro!
Levantei-me num salto, como se tivesse sido atingido por um raio. Esfreguei bem os olhos. Olhei ao meu redor. E vi aquele homenzinho extraordinário que me observava seriamente. Olhava para aquela aparição com os olhos arregalados de espanto.
Não esqueçam de que eu me achava a quilômetros e quilômetros de qualquer terra habitada. Quando finalmente consegui falar, perguntei-lhe:
- Mas... que fazes aqui?
E ele repetiu, então, lentamente, como se estivesse dizendo algo muito sério:
- Por favor... desenha-me um carneiro.
E foi assim que conheci, um dia, o pequeno príncipe.

Antoine de Saint-Exupéry

2 comentários:

paulo disse...

A secura da garganta se manifesta porque a respiração é necessária e rápida e alterna-se, nariz/boca. A nuvem de areia fina que se levanta ao atravessar o deserto tem destino certo e segue e persegue. O deserto, assim como a caverna, mostra que, se atravessado, há outras paisagens e o oásis se apresenta e há outras pessoas e há outros sonhos e há outros pensamentos e há outros.
Há outros...

Canteiro Pessoal disse...

Paulo, amigo querido! Excelência de comentar; limito-me no silêncio - absorção genuína.

Abraços