2011-06-12

povoar

Para os meus pais, que vivem e ensinam com seus 30 anos de casamento o que é atuação viva e edificante do dois em um, mesmo que, perpassem nas fases do relacionamento: as estações do ano. Mas, sempre com a pintura renovada em lar, cada nascer e por do sol, a excelência diária do 12 de junho.



O corte tão peculiar,
que de braços abertos
no café da manhã,
almoços e jantares
se caminha pelo jardim,
e encontra a revolução do coração,
ou melhor, as batidas mútuas.
Arde outras vezes mais - Eu te amo !
A escrita do borrão vermelho de sangue.
As ferramentas que inspiram,
de dentro para dentro
e é sentido a presença,
refleti-se ao início de tudo.
Molha-se,
lava-se,
e para os rios do que importa;
12 de junho de todos os dias.

Canteiro Pessoal



Estava de pé, docemente agressivo, sozinho no meio dos outros, de coração batendo fundo, espaçado, sentindo o mundo se transformar. A vida era inteiramente nova, era outra, descoberta com sobressalto. Perplexo, num equilíbrio frágil. Até que, vinda da profundeza de seu ser, jorrou de uma fonte oculta nele a verdade. Que logo o encheu de susto e logo também de um orgulho antes jamais sentido: ele... Ele se tornara homem.

Lispector, Clarice

6 comentários:

Camila Lima disse...

Belo texto reflexivo sobre o dia de hoje... Abraço e bom domingo!

Canteiro Pessoal disse...

Camila, que alegria rever-te no jardim!

É preciso reflexionar a respeito. Assim, viver o 12 de junho DIARIAMENTE, e com exclência, ultrapassando os obstáculos. Isso, que requer: ESCOLHA!

Abraços

Celêdian Assis disse...

Amores assim cheiram a eternidade. Lindos, o poema e o seu espaço.

Obrigada pela visita ao meu blog e seja muito bem vinda.
Um abraço,
Celêdian

Canteiro Pessoal disse...

Assis, linda que tu és na escrita!

Abraços

Paulo disse...

12, 24, 10, 05, datas. O que são datas perto de sentimentos que externamos ou que escondemos, ou que compartilhamos?
Corações disparam e diz param e somos os mesmos como na velha canção.

Abraço, Pri
Feliz dia dos namorados pra ti (atrasado)

Canteiro Pessoal disse...

Hum, Paulo, fugiu do número 12; deu mais sabor!

Abraços