2011-06-10

publicação


Era a dança da tarde de música. Mas, a coreografia fragranceava o diferente. O estilo Bolshoi. A metamorfose do...




A forma que desata o nó,
do muito sufocante no íntimo
e não se dá conta por cegueira.
[como se livrar do feitiço ?]
O sonho muito louco,
que a noite pasasda
desaquieta o ventre,
permite o confronto:
um prológo do cisne !
Cada parte -
corpo, alma e espírito,
quando sempre se tenta fugas
e mascara-se,
lança-se no abismo.
O amor-corda grita a coreografia.
Da leitura interiorizada,
palavras absurdas nos lábios
revelam as paredes.
Cada curva precisa
com as nuvens na pele,
pinta os pés descalços;
a dança que não finge.

Canteiro Pessoal

5 comentários:

Thiago Ya'agob disse...

A dança que não finge.

...

Saudades, Priscila.

Tenha um ótimo final de semana: com paz.

Nilson Barcelli disse...

"Cada curva precisa
com as nuvens na pele,
pinta os pés descalços;
a dança que não finge."
Gostei imenso do teu poema. Belíssimo.
Minha amiga Priscila, desejo-te um bom fim de semana.
Beijos.

Analuz disse...

Belíssimos movimentos, Priscila!

Beijinho de fim de semana!

paulo disse...

Dançamos as músicas. Novas. Com notas envelhecidas que sempre se renovam. Em sonhos sonhados temos companhias que escolhemos ou que inconscientemente abraçamos e nós irmanados caimos no mesmo. Abismo.

OutrosEncantos disse...

"...Cada parte -
corpo, alma e espírito,
quando sempre se tenta fugas
e mascara-se,
lança-se no abismo.
....
O amor-corda grita a coreografia.
..."

... a dança acontece no sangue...
!beija flor faminto na busca do mel...
!cisne sedento à bolina do vento no corpo do mar...

e a vida ardente sem [ha]vida seguindo a sua viagem alucinante numa dança em pontas... os pés descalços... das pedras, as flores!...

beijos, Pri.
adoro ler-te!