2011-07-24

venezear

Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.

Andresen, Sophia de Mello Breyner




Do encontro ministrado por trás das cortinas da alma, o silêncio se retrata livro incomum, e assume o papel de divisor de águas entre as mortes precisas. E atrelado por pensares, encontros sobrenaturais jamais entrarão nas páginas finitivas do universo interior. Aperto e constranger do poente que conduz seres em escutas que não há conter; sem transbordamento de vitrine de banalidades. À percepção do gozo liberado refeito, e o já bastante operante - anulado os ditos poemas de um sistema que faz do tempo calado pesar, arquivos das navegações sem propósito. Edições que revelam o reflexo do outro em si e vive-versa, costuradas as muitas cores, as quais os olhos reaprendem focar-se no alvo. As peças do ciclo na mostragem das sombras e tempestades como milagres, movidas no céu da boca, e a dizer em olhos molhados as podas, rendição desfolhada como presságio do coser em pele. Arquivos de todas as sonatas como sacrifício, e tudo no enfoque para se viver a vida nos voos altos e re/sentidos. Movimentos que tocam palavras jamais cogitadas. E, através dos olhos, o que é belo no passarinhar não termina. Se, contudo, oferecer-se na escuridão dos dias que faz criação: rasgos de maturidade ! A voz pescar à luz que está à porta com alinhamento - ajuste que arde no fogo, e não perpassa separação dos tempos, quando o coração ora pautado no quebrantamento.

Canteiro Pessoal






Fui à Pasárgada e colhi as belas margaridas presenteadas por Adriana Aleixo.


A mais bela flor mora em cada esquina
Floresce, fascina... fenece

É bucólica . Resiste bravamente
Ao frio, ao calor, aos restos e concretos

Espera ansiosa, quase inconsole
Que os insetos, a chuva ou o vento
Osculem sua antera

E retiem dela...
o pólen

Ziguezagueando... seguem-se os granulos
a proliferar, a enfeitar
os jardins naturais
das esquinas sem iguais

Bem-me-quer
Mal-me-quer

Bucolismo
Simplicidade

Bem-me-quer
Mal-me-quer

Altruísmo
Cumplicidade

Ode à minha flor preferida: linda, simples, singela

Dri Aleixo

7 comentários:

Adriana Aleixo disse...

Têm flores pra vc em meu blog...

Canteiro Pessoal disse...

Adriana, cheguei em Pasárgada e colhi as belas margaridas.

Abraços preciosa!

Adriana Aleixo disse...

...Estou emocionada! Que dom divino é o da escrita! Como somos capazes de através de uma boa leitura, trazer o paraíso à terra.

Beijo,querida.

A.S. disse...

Teu texto é um doce renascer de todas as emoções!... Belo!


Beijos!
AL

N. Barcelli disse...

Venezeei no teu texto.
Que não é, de todo, uma vitrine de banalidades. Antes pelo contrário.
Gostei imenso.
Beijo, querida amiga.

PS: também gostei do poema da Dri Aleixo, embora por motivos diferentes.

Fillipa disse...

Lindo blog, parabéns :D
Estou te seguindo se puder passa do meu blog para conhecer..
Beijos

OutrosEncantos disse...

... saí aos tropeços, ébria...
vinho tinto maduro morno... servido em taça do mais fino cristal, cantante ao roçar dos lábios... e escorre sem control, como água pura de nascente selvagem sem destino mas querente...
no apaziguamento, o jardim das flores singelas simples e lindas:
mal me quer
bem me quer

:)