2011-09-24

ao calor dos minutos sem tempero

Mas e agora? estarei mais livre?

Lispector, Clarice





No desfecho de um encontro, Georgiana, com o usurpamento no trajeto da vida do que lhe era essencial, assim como andar das montanhas aos vales, esbarra nas metáforas originais, cujo alinhamento traz a capacidade para a transformação mental com reflexões dantes chamadas de alegria - se relê! E no secreto jardinar da raiz mais profunda e viva, transborda: o sistemático no caminhar desaproxima, a visão dos loucos aproxima, por isso a razão de se ter pessoas de alma com o espírito da vida na base.

A luz presente do sol faz seu testemunho apertar as mãos do amor, e se aventurar mesmo contendo por dentro uma desorganização profunda, os resquícios das dores dos dias - ainda DIAS de cão como um tripé estável. Os vultos na contaminação do isolamento. E o fechar da porta principal que dá acesso a coragem de simplesmente ir.

No entanto, persona na atuação de esmagada como um inseto adentra a casa do oleiro encontrável e direciona-se a varanda com os olhares do pincel que acorda todas as manhãs até a sua face amarelada, este abrir e fechar dos olhos desiludido, no que não é compreensível nas horas longas - como faço agora? ----- aceita a jornada árdua através da desintegração precisa; viver a aterradora liberdade deste temor novo que corta a carne em pedaços e distribui à fome.

Canteiro Pessoal

3 comentários:

Canteiro Pessoal disse...

Enfim, retorno! Mas, com uma postura diferente.

À todos um grande ABRAÇO!

Camila Lima disse...

Bela composição, querida, e profunda! Abraço!

Suzana Martins disse...

Estende em mim sorrisos inteiros com a sua volta...

Beijos e beijos!!