
O dia presente que se despe para nascer brilhante de ciência maior, suave e ao mesmo ponteiro bastante intenso, transbordante em felicidade de olhos nos olhos. Alinhado no fino tecido aromático, que em milhões de vasos ervas milenares ao chá das letras, se transporta a obra viva do leito X para dentro do barco do ser. Partícula a partícula com uma profunda e fascinante admiração cada vez mais proximal, e não há o que temer e esquivar-se da cama preparada. Ao qual entre o calor de folhas úmidas, no interior quente e tremido, o arvoredo re/inventa um ballet: história do sertão intimal. O fluxo humano a lamber em delícias a lua que se espelha na lagoa doce de loucura. A salivação na rota até os lábios da saudade contínua e saudável. O embrenho das mãos ao início da noite que aquece impecavelmente. O ritual sagrado das conjugações em vestuário, face as linhas que se lançam ao extremo das metáforas. Os verbos defronte a pronúncia com o rosto de manhã enevoada, página por página, que acasala no silêncio recheado de amplexo e para se derramar ternura sobre a língua da missiva.
Canteiro Pessoal
Canteiro Pessoal
7 FRUTOS:
conexão de tantas coisas boas aqui, perfeito.
beijos mil ate mais flor*
Tentando me reconectar, acho aqui um impulso que me faz seguir adiante. Beijos.
Pri, a partir do que me escreveu, vou tentar traçar algo. Acho que ao longo da minha história como blogueiro cultivei boas amizades e você, ao lado de Thiago e Inês, é uma delas. Não lembro qual foi nosso primeiro contato, nossos primeiros textos comentados, mas acredito que somos todos mutantes. Quando olho pros meus escritos ontem e hoje percebo um abismo de diferenças. Creio que essas mudanças são fundamentais e passar por esse processo de autoavaliação, por mais doloroso que seja, é fundamental. A autoavaliação tem que vir seguida da sede de mudança, de transformação. Confesso que por vezes perdi-me em seus textos pela complexidade dos mesmos, mas não os tenha como apoéticos. A poesia somos nós, e nós somos o que escrevemos. Não precisamos desejar o sublime, ele já existe em nós, precisamos concatenar esforços e técnicas para que possamos nos expressar e atingir o outro, porque a arte é para o outro e não para nós mesmos, seria um egocentrismo louco querer a arte que expressamos para nós mesmos e ponto, como se o apreciador não fosse importante nesse processo. Ela é para alguém. É através da reflexão que descobrimos quem somos, o que podemos, o que queremos. Que possamos sempre estar de portas abertas para nos redescobrir. Boas novas. Boa sorte!
Surpreendente poeta...
Muito bom!!!
Um abraço!!!
Fazes magia com as palavras... nunca sei qual a cartola de onde tiras o coelho... mesmo sem qualquer cartola...
Sempre brilhante, resumindo.
Querida amiga Priscila, tem um bom fim de semana.
Beijos.
As palavras do poema
buscam a sua própria boca,
ávidas de corpo
entreaberto,
trémulas como folhas de árvore...
talvez as caricias em chamas
se levantem!
Beijos meus!
AL
Conexões de palavras, ideias, sentimentos e poesia.
As palavras, ainda que por vezes não alcancem o âmago de quem as escreveu, viajam no imaginário de quem as lê.
Assim és. Sabes murmurar em versos. És poeta!
Beijos,
Inês
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