Estou desorganizada porque perdi o que não precisava?
Lispector, Clarice
Lispector, Clarice

Georgiana com o corpo exausto, oxigênio por um fio e ao som do calor dos minutos sem tempero, não lavara mais sua pele ao perfume das flores. ---- as horas tão doloridas das falácias remoídas - re/constatadas, retratavam sua tinta num curso de alicerce congelado. Com outra plumagem. A borda da xícara em outra forma, e que não haveria semear abundante de paisagens à vista.
A busca e entrega já não uniria pedaços e o quebra-cabeça da vida convictamente, jogado pela sacada. São cenas do espetáculo em luto. O que tanto amara abolida agora. Literalmente, incrédula na metafísica da linguagem. Desaprendera requintar o reflexo da alma cadenciada e romantismo-simbolismo, que proclamava esperança no confronto/conforto lírico.
Seu olhar focara-se na sequidão dos pomares, tomado como decreto, dado a cegueira instalação à autonomia. Uma funcionalidade que a retirava da essência do interior em artista real; sentido multifocal. E no apenas limitar-se a escuta das palavras que passavam com sabedoria, feitos de um mesmo segredo.
Os trovões que gritavam identidade no ponto X da sua vida com tentativas de desinquietá-la do estado cômodo, ignorados. No que era chocante e lamentável de se vê. Algumas vezes, os trovões a quatro mãos com os pincéis, até sabotados por causa do crescimento de sua resistência. O seu próprio enigma costurado com viver passivo e doentio. A predominância em questão no nó vital do escuro.
Ela que hipnotizada na montanha desenhada de folhas amareladas, de momento em momento queimados, e com lágrimas na garganta, não absorvera a luz que por uma fresta mínina dava sinal de salvação. Pois seu espaço estava inteiramente tomado de escuridão. Ao qual numa poética própria entre aleluias e agônias, o que havia levado-a em mãos nesta postura e visão, já contaminara a próxima primavera. Ao silêncio e angústia.
Canteiro Pessoal
6 FRUTOS:
todas as gargantas outonecem neste festim de cores desmaiadas a anunciar nudez, algures entre a queda e a renovação, porque nem só de mortes vive o homem. do outro lado do sonho, o silêncio doma angústias e abismos, porque se as grandes palavras dizem o mundo, é na ausência delas que o sentimos.
perfeito, querida amiga!
beijinho!
Excelente texto, como sempre.
A verdade é que saio daqui com novas perspectivas de narrativas.
Querida amiga Priscila, tem uma boa semana.
Beijos.
Lindíssimo, profundo!!!
Fico feliz que voltastes.
Bjo!
Que ela não perca sua identidade.
E que a dona dessa blog responda logo meu e-mail.
Paula, estou numa passada rápida por aqui, esta semana muito puxada e a outra será o mesmo. Encontro-me também à noite trabalhando, na elaboração das Diretrizes da Proposta Curricular para o município de Blumenau, junto com a Secretária da Educação de Blumenau, e me inteirando a fundo (leitura) aos Marcos Político-Legais da Educação Especial, fora os finais de semana sem folga, pois a pós agora é toda semana. E tenho trabalhos complexos para desenvolver, estudando o Sistema Nervoso Central minuciosamente, então, lendo muitos livros e artigos.
Abraços
Querida amiga
Embora triste
as palavras
parecem nossas,
pois não são
poucas as vezes
que somos
inundados
pela solidão.
Que os sonhos te habitem
o coração, sempre...
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