2011-10-25

tela e pincel

Georgiana é agricultora, dedilhada à dedicação ímpar, que vai além da projeção. A jovem que sorri carregando pedras. Bastante marcada por portos disfuncionais, com a formosa estação das flores a chorar oceanos. Que aprende além dos mares e das montanhas cuidar de si mesma, pois o derredor é tão sem esplendor. Marcação cerrada para beber até sua última gota de sangue. E que diante das diversas dificuldades, procura desenhar relacionamentos. Entre os quais, o desapontamento é frequente. Mas, como diz: - Nada do que um dia após o outro! E tudo serve para o aperfeiçoamento, crescimento num todo. Não ser-se modelo apresentado. Tais que, caçoam de sua ingenuidade, e no crédito que dá a vida, pelo discurso e prática: AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO. (Mas, lamentavelmente, o que se presencia diariamente no mundo é o amor em declínio, como Deus, a si próprio e ao outro. Pois, um ser que não se ama, é incapaz de amar o outro, isso é fato! Não se questiona!) Por seus dias serem longos e árduos, desenvolveu o gosto pela literatura, uma para desvencilhar do externo e programas banais, fúteis... De princípio, sucedeu patinação à compreensão do que se lia. Sua carência de cultura acadêmica limitou mergulhos, entendimento a cerca do entrelinhado. Só que sua busca e tentativas, insistência, começou a desabrochar a natureza que se encontrava morta. Da condição virgem para o perfume da primeira penetração letrativa. ---- há muito que relatar sobre o jogo proporcionado pela vida, ao qual observa convicções de mentes distintas, em grande número vendido. Que a ela em larga escala, diz o quanto a visão do universo sintonizado está falseado; o ideal é fantasioso! Um sonho é carta fora do baralho! O mágico sem sua cartola!

Canteiro Pessoal




A partir do momento em que não podemos conhecer quase nada, e a partir do momento em que tudo é sem limites, o que é o resto? O vazio não é? O que é que há no aparente vazio?

MAUPASSANT, Guy de

7 comentários:

Adriana Aleixo disse...

...Aprender além dos mares e oceanos a cuidar de si mesma!
Isso é lindo!

Beijo!

Canteiro Pessoal disse...

Adri, das montanhas...

Abraços

Jorge Pimenta disse...

"o ideal é fantasioso", mas é nele que inscrevemos cada um dos passos da nossa recorrente caminhada. afinal, é em cada vazio que se escreve não apenas o que foi, mas também tudo aquilo que não foi.
beijinho, priscila, de voz invariavelmente surpreendente e inquietante!

Danilo Castro disse...

Acho que esse é um dos textos mais belos que já vi por aqui. Bem pueril e, ao mesmo tempo, bem intenso.

Cultive-o, agricultora, que trabalhadoras como você são das mais fortes que existem.

=]

Canteiro Pessoal disse...

Sim Jorge, é no ideal 'que inscrevemos cada um dos passos da nossa recorrente caminhada'. Afinal, nossa natureza humana, com conduta moral pincelada no ideal, apesar de curvas, atreve-se jogar do penhasco pelo 'ideal'. Mas, em contrapartida, a cada amanhecer, percebe-se abolição do ideal. Ele se torna cada vez mais distante, atribuo ao fantasioso. E no vazio creio que descobrimos luas, aprendemos a leitura minuciosa do dito e das muitas mordaçado, como a linha tênue da voz singular e ímpar.

Abraços

Nilson Barcelli disse...

"Da condição virgem para o perfume da primeira penetração letrativa. ---- há muito que relatar sobre o jogo proporcionado pela vida, ao qual observa convicções de mentes distintas, em grande número vendido."
As letras desenvolvem a mente, e a mente desenvolve as letras. É um processo contínuo que quase não tem fim...
Será que alguém alcança os limites?
Magnífico texto. Muito criativo, como sempre.
Querida amiga Priscila, tem um bom feriado e uma boa semana.
Beijos.

Canteiro Pessoal disse...

Danilo, agradecida pelas ricas palavras em 'tela e pincel'.

Enfim, pra uns belo, para outros singular. Mas, dentre os textos que recebem tanto o positivo, quanto oposto, hoje ou ainda mais, o belo pra mim possui uma imagem - face que foge das convenções. Tal ato, postura, faz com que eu siga adiante!

Abraço precioso!