2012-03-17

à força de lapidar-se

El(a) estava só. Estava abandonad(a), feliz, perto do selvagem coração da vida.

Joyce, James


Dedico à fome e sede que está na morte
e ao que se compreende em dedicar-se,
porque a minha pele retrata o meu coração selvagem,
que adoça-se perto de um resignar único e preciso,
pois o masculino e feminino em mim
é carne viva que denuncia dimensões,
e o máximo da solidão, provações múltiplas
nas águas do banho como uma grávida em claves
rodeada por quatro paredes
que se desperta e respira as linhas do mundo
face ao susto
e um fascínio de sentimentos desencontrados,
mas de superação de si
pelos aposentos profundos da existência.

canteiro pessoal

2 comentários:

Suzana Martins disse...

Provocações que ultrapassam a pele e o sentir...

Saudades demais de vc, Pri!!

beijos

Canteiro Pessoal disse...

Su, saudades imensas de ti também. Tenho estado numa correria muito grande, pouco tempo tido para liberar palavras, abrir as minhas gavetas que são tão precisas. E, a deixar de lado quando a inspiração vem ao meu encontro. Contudo, o feliz está estampado nos meus dias.

Abração minha flor!