2012-03-11

grande coisa nua

Não devo ter medo de ver a humanização por dentro.

Lispector, Clarice





sabidas linhas com retrato de nudez
a vomitar multinotas na ponta dos dedos,
e desencrava o sorriso sepultado
que com cercas de inverno-verão
o interior da caixa exala palavras difíceis
como o leite da vaca que brota
e se bebe com paladar infinito em súplicas.

a Via-Láctea interior nascida carente
por todos os lados perpetua da fome maior -
sedenta e agregante ao desconhecido
em núncio de desgraça e timidez,
com profunda falta do alcançável,
o qual com a casca grossa,
e conhecimento do lugar pobre de espírito,
o sinal tão evidenciado do quarto de porco
conjuga apalavradado de vida seca
o habitat do gosto em lábios
e pelo toque de açúcar do vivo,
enxergar a carne e o osso das horas
se regenerarem na calada da noite em sol.

canteiro pessoal

2 comentários:

Will disse...

Sensações, gostos, experimentações postas divinamente em palavras pelo teu talento.

Parabenizo-te pelo caleidoscópio que tens transbordando em versos.

Saudações...

Canteiro Pessoal disse...

Will, obrigada pelas palavras!

Abração querido!!!