2012-05-20

perante os dados




a essência do vento tão extraordinária, formosa e viril, com escrita e exalar de criação ardente, habitável nos pulmões que, por sua vez, sucede uma pequena falha, altamente perigosa para a base. por alguma razão, permuta ao horizonte um turbilhão de sensações com muitos pontos que vestem-se de delírios. e o laudo transmite as cruéis curvas que arrancam as madeixas. a quietude rodeia, toca o movimento dos lábios, a qual visualiza-se todas as flores fechadas, sob o vaso transparente que causa escândalos. sanciona-se nas horas extensas, a respiração ofegante, com avisos de lua em uma única fase. denso em natureza de solitário, folhas amareladas nas amendoeiras, com gerar de asas que não esboçam presença, constata-se na ponta do lápis que, os seres excepcionais estão mais sujeitos a perigos do que o comum das pessoas. 


Lispector, Clarice


Canteiro Pessoal

3 comentários:

OutrosEncantos disse...

confesso, senti a tua ausência.
vazio = a nada, como pode incomodar?!

esse teu dizer laminar, cortante, é incómodo, mas é afinal o teu objectivo, arrancar a tua verdade das entranhas [dos outros], o que ñ significa que seja rigorosamente assim sentido por quem se sente vitima do escalpe.

Lispector: fantástico pensamento.
gostei de te ver por lá.

abraço

A.S. disse...

Belo o teu texto...


Beijos,
AL

Will disse...

Ufa!

Clarice sabia das coisas... Mais ainda, sabia nos fazer senti-las.

Uma semana maravilhosa para você!