2012-06-03

desfiar-se


As pinturas suprimidas e os pés a congelar chamam no inverso reverso à sombra do espelho de letras mudas, que desfalecem o voo pleno sobre o tecido sentido, e se caracteriza desenhos em partidas. Os arquivos das tardes de outono, como gazela na face tão profunda que devora por trás da máscara: sem mel ? O escondido sob as camadas, no que mata silenciosamente o pertencer da cantoria nas janelas, e traz à ponte da existência, tumores por olhar nos olhos de abortivo poetar. As setas dos dardos inflamados que cercam a alma em vício, divide os lençóis de lírios e a construção da escuta. A caverna que de retratos, dentro e nu, na secura do passado, a corroer os pensamentos do hoje – jardim de espinhos, internas e externas. O fluir e florir na fala das noites, das músicas e danças, como fragrâncias levadas erguem castelos. Vestir-se de ventanias se reconta estrelas ? O hálito que de raro, tal como o mar nas respostas diretas a quem o desafia, morde os dedos que gemem e choram. E, de sentimento distante, pelas manhãs descalças, o frio na madrugada carregada de solidão, aninha a nuca, faz a cama, soltam-se impressões - cansaço e abismo.

Canteiro Pessoal

4 comentários:

Sayuri Okamoto disse...

mesmo cansada e de tanto esperar, somos aqueles que um dia sempre alcançam... que lindo esse trecho

beijos

Eliana Lee disse...

Oi Pri!
Faz uns 2000 anos que não passo por aqui. Como vc está? O "Aqui...Entre! Nós." não existe mais. Mas eu to colaborando num blog de literatura, o //elasleram.blogspot.com.br e continuo trabalhando, cuidando da vida e de um bebê lindo , que chegou há 3 meses ;)

beijocas

Pri C. Figueira disse...

Quanto tempo não passeava por aqui...

Gosto sempre de ler seus textos.
Um beijo.

Canteiro Pessoal disse...

Nossa Pri, quanto tempo mesmo! Primeiro, sou surpreendida pelo aparecimento da Eliane, agora tu, e no mais, reencontrei um amigo, justamente hoje, que não mantinha contato 5 anos, muito bom isso!

Abração!