2013-01-08

ondulações




a famosa solidão na selva da alma sobressai na língua dos olhos, o que por dentro não são fáceis de escriturar ao papel do público. às vezes, a memória, entre alguns fatos e lembranças que ressurgem em fleches, são torturantes em longas páginas e balança o além da liberdade. ler o não lido do interrogar, perturba. aos labirintos e sonetos, reentende o incompreensível instrumento frágil da inteligência.  dificulta metáforas andar sobre as águas das paredes implacáveis. no pingo das notas do cotidiano do tempo, com rapidez se é desossado e devorado. um estrelar doído posto à mesa, pranteia profundamente os pensamentos. ao vale a sinalização evidencia a arte do quietar indoce. outras esferas desatam e floresce a confluência de caminhos; a loucura que tem face e decodifica os perfis.

canteiro pessoal 

3 comentários:

Will disse...

Sempre há uma tradução para aquilo que vivemos e nem sempre entendemos num primeiro momento. Você traduziu perfeitamente um trecho do caminho!

Um final de semana maravilhoso para você!

Canteiro Pessoal disse...

Sempre há, mas, na maioria das vezes, o ser humano se depara com a dificuldade para a tradução, o que o leva as famosas desistências; fugas. Já, ao não entendimento no primeiro momento, é positivo, afinal, leva-o a sair, genuinamente, da zona de conforto, do que é ilusório, da normalidade.

Abraço

Nilson Barcelli disse...

Estar tão só, não ter a companhia de si próprio sequer, é ficar a dois passos da loucura.
Magnífico texto.
Um beijo, querida amiga Priscila.