2013-06-23

à luz de velas



Esconderei-me sempre no refrão,
Abraçada no teu interior
Com um perfume totalmente diferente.
E, assim, meu par de olhos,
Tudo o que é belo,
Tudo o que é profundo,
Acontecerá afinado um com o outro.
Sendo assim,
Subirei contigo acima da tempestade
Só para pintar a nossa árvore.
E brilhar sobre a inundação
Que ocorrerá neste respirar revelado
Em que apenas um existe.
E em suas mãos de oceano perfeitas,
Quando tocares a minha face,
Algo de muito íntimo acontecerá,   
Para que a multiplicação do amor
Cubra-nos de privacidade.

Canteiro Pessoal

Um comentário:

Nilson Barcelli disse...

À luz da velas, o amor multiplica-se, na verdade...
Belíssimo poema, como sempre.
Priscila, minha querida amiga, tem um bom resto de domingo e uma boa semana.
Beijo.