2013-10-14

Muitas vezes, ...


Ando esquecida do que me freia e silencia-me. Em vários momentos, decepciono a minha inteireza. Em outros, a frustração me envolve parte por parte, marca-me, assim, com mais profundidade. A coragem, durante a chuva mais revolta, perde voz e não reconhece os meus passos pela terra. O pronunciar do meu nome, gera a impossibilidade de ser além do que se é, a propagar-se fraca e com grafia borrada. Se há confirmação, causa incêndio. Caso haja consideração, a base do egoísmo é pódio. O castigo do tempo, fracamente, tem memória boa, porém, a criança carente com sabor de doce enjoativo, anda absurdamente, esquecida do que a adormecia.

 
Canteiro Pessoal



Ando à caça de palavras resplandecentes, tropeço nelas dentro e fora da vida, interpreto, magoo-me, interpreto outra vez [...]

 Pedrosa, Inês 

Um comentário:

Dri Monteiro disse...

Há tempos perdi o costume de escrever, mas nunca deixei de visitar seu espaço. A profundidade das suas palavras me invade toda vez que leio teus escritos.. e me identifico. "Ave rara" é você, e a inocente e doce criança esta contigo, nunca há de se perder. Para pessoas que transbordam, como nós... essa é nossa maior segurança.