2013-10-16

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No traçado do conjunto, entre aleluias e agonia, a escrita desvenda-se das profundezas da essência, perfumando-se com rara sabedoria por completo, após o encontro na cabeceira das anotações que se destacam e se enlaçam. Aos quais os espaços situam-se numa confluência de paradigmas, descosturando-se do modismo e deslumbres que o mundo secular oferece. Na mente há o cambalear, algumas vezes, entregando-se no total do aluído das missivas sem arte; das ditas imposições, faz com que a bela narração entreteça, desteça, põe-se em tensão as notas. Os fragmentos, de muitos textos doloridos, tentam pescar numa perspectiva que transforma, e o pisoteio da adrenalina do tempo que aponta, recria-se na iminência do milagre, o entrelaçamento significativo entre a vida e a morte; o lirismo que é próprio.
Canteiro Pessoal 

3 comentários:

Anônimo disse...

a palavra se tem ponta te espeta e faz estrepar a sua pele.a página em branco-pétala em tua frente te desafia para que seja preenchida.e como num ato obsceno sublime você a penetra suavemente com suas ideias.e como planta é regada para que suas lágrimas molhem a folha e nasçam borrões de arte.coisa linda.por isso eu cultivo com cuidado meu canteiro de palavras assim como todo escriba desse planeta-amor.André Francisco Gil

Canteiro Pessoal disse...

André,

que palavras riquíssimas! Tais prenunciam um excelente escrito!

Retorne sempre!!!

Abração,
Priscila Cáliga

Nilson Barcelli disse...

A escrita poode ser uma arte como outra qualquer.
Mas há quem a use mal, muito mal...
Não é oteu caso, pois tu és sempre brilhante no que escreves.
Priscila, querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.